O impacto da pandemia na INFÂNCIA VERDE

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A pandemia causada pelo novo coronavírus nos trouxe muitos problemas de naturezas diversas. Além do óbvio, como problemas de saúde e perda de familiares, há toda uma carga de outras questões que precisam ser consideradas, pois impactam significativamente nas relações e na qualidade de vida de todos.
Inicialmente acreditava-se que seria algo grave, porém breve, que ficaríamos um tempo reclusos, mas que muito em breve retornaríamos ao normal. Mais de dois anos se passou desde o primeiro caso no Brasil e aqui estamos nós ainda impactados por medidas de segurança com o objetivo de diminuir a nova onda da doença.
Para as crianças esses impactos foram ainda maiores. Isso porque o sedentarismo, que já era um problema enfrentado em muitas famílias, se acentuou durante da pandemia, tendo em vista o fechamento de diversos espaços como shopping centers, parques e até mesmo a proibição em algumas cidades de acesso à praia.
Mas por que para as crianças os prejuízos são maiores?
Tal afirmação se justifica diante da grande importância desta fase da vida em particular para a formação do indivíduo. É na infância o momento de maior aprendizado, é nos primeiros anos de vida que as alterações biológicas ascendem, ou seja, elas ocorrem de forma crescente. Além disso, a grande capacidade de adequação com o ambiente faz da infância um período propício para o rápido desenvolvimento. Por isso é tão importante que as crianças brinquem, socializem, conversem e interajam.
Durante a pandemia essas atividades foram suprimidas e em oposição as crianças passaram a ser superexpostas às telas, tanto em decorrência das aulas online, como em razão de os eletrônicos serem, muitas vezes, vistos como a única opção de lazer das crianças durante a pandemia.
As crianças também ficaram impossibilitadas de se exporem ao sol, respirarem ao ar livre, correr, praticar esportes. Como consequência de todo esse contexto tem-se um aumento de processos alérgicos, crises de ansiedade, aumento de peso, alterações nos padrões de sono, pânico, depressão, problemas oftalmológicos, dentre outras coisas.
Só então muitos compreenderam a importância de locais abertos e áreas verdes. Houve claramente uma mudança de paradigma na sociedade, que privilegiava a mudança de cenário do rural para o urbano e hoje buscam o processo inverso.
A pandemia ainda não foi embora, porém tem-se uma maior flexibilização das atividades. Consequentemente tem-se a oportunidade de estabelecer uma reconexão socioambiental e criar oportunidade de maior proximidade da criança com áreas verdes, mesmo morando em áreas urbanas.
Diversos estudos comprovam a influência da natureza no desenvolvimento infantil, inclusive podendo impactar no aumento de QI. Há experiências em outros países no sentido de realizar atividades escolares em ambientes abertos em contato com a natureza. Essa forma de aprendizagem impulsiona a criatividade, a inovação e a resiliência das crianças preparando-as para a fase adulta, onde essas qualidades são essenciais. Além disso, serão momentos especiais que ficarão guardados em suas memórias por toda vida.
Cientes de todos esses benefícios, nós pais precisam incentivar esse convívio, essa relação da criança com um ambiente verde, mais saudável, e a prática de atividades físicas. Enfim, é importante fomentar a conexão das crianças com o meio ambiente. Não obstante o foco dessa reflexão ser as crianças, nunca é irrelevante destacar que esses benefícios também podem ser obtidos por nós, adultos. Inclusive, o bem-estar que a experiência proporciona vai impactar principalmente na nossa relação com os nossos filhos. Nos deixando mais preparados para lidar com a difícil tarefa de formar cidadãos com consciência socioambiental.

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